
terça-feira, 23 de fevereiro de 2010
O Vento.

domingo, 7 de fevereiro de 2010
Cheiro de novo.

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010
Nada pessoal.

sexta-feira, 1 de janeiro de 2010
And up every mountain.
quinta-feira, 24 de dezembro de 2009
Sinais.
segunda-feira, 14 de dezembro de 2009
Mais um se vai.

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009
Autorrealizável *

Porque eu a hei de abençoar, e te darei dela um filho; e a abençoarei e será mãe das nações, reis de povos sairão dela. Então caiu Abraão sobre seu rosto, e riu-se, e disse no seu coração: A um homem de cem anos há de nascer um filho? E dará à luz Sara com noventa anos? Então disse Abraão a Deus: Quem dera que viva Ismael diante de teu rosto!
Abraão já tinha um filho, ué!
O cara ainda procurou oferecer uma sugestão, uma solução diante da impossibilidade que Deus estava lhe dizendo... Era como se ele, a grosso modo, tivesse pensado: "Mas que idéia de jerico, meu Senhor... Abençoa Ismael que já tá aqui, e pronto.. Resolva logo essa palavra!" Ou então alguma garantia, caso algo "desse errado", ele ou Sara morressem, não sei...
Deus não avisou como tudo seria para Abraão, e talvez seja esta a hora de pensarmos que este é um dos recursos usados por Ele que nos impedem de intervirmos e estragarmos tudo na seqüência de propósitos que Ele tem.
O fato de nos colocarmos disponíveis não significa que estamos a fim de uma promessa a todo custo. Muito pelo contrário. As palavras sempre são condicionais. A pessoa que a recebeu tem a escolha de aceitá-la na sua história ou não. O fato de aceitarmos a palavra, sendo ela do Senhor mesmo, nos abre a porta para o processo do cumprimento, mesmo quando não percebemos.
A iminência da impossibilidade fazia Abraão sofrer e o seu riso era a resistência dele diante de uma possibilidade de se frustrar. Era melhor se proteger nunca acreditando naquilo e rindo. Apesar disso, foi encontrado fé nele. E isto lhe foi imputado por justiça. Ele era antes mesmo da lei, e fez o que fez na melhor das intenções, de repente na tentativa de estar disponível para cumprir o que Deus lhe anunciara. Isso lhe custou algumas coisas, gerou conseqüências e desgastes, mas em nenhum momento Deus voltou atrás na palavra que havia anunciado ao seu amigo, na verdade só foi acrescentando informações ao longo do caminho. Abraão riu, não entendeu nada diversas vezes, sugeriu coisas, se meteu onde não devia... Mas em nenhum momento ele conseguiu ferir a promessa que Deus havia feito para Ele. Porque Deus encontrou em seu coração algo essencial: fé nEle.
Então, a minha conclusão pessoal é: não, as verdadeiras palavras que Deus pronuncia a nosso respeito nunca serão “autorrealizáveis”. Mas dependem de um coração disponível, aberto a vivê-las. Podemos não entender tudo, ou achar que nada está andando, mas as coisas se cumprem como Ele quer, e elas também acontecem quando não estamos vendo.
“Respondeu-lhe o anjo: Descerá sobre ti o Espírito Santo, e o poder do Altíssimo te envolverá com a sua sombra; por isso também o santo que há de nascer será chamado Filho de Deus. E Isabel, tua parenta, igualmente concebeu um filho na sua velhice, sendo este já o sexto mês para aquela que diziam ser estéril. Porque para Deus não haverá impossíveis em todas as suas promessas. Então disse Maria: Aqui está a serva do Senhor; que se cumpra em mim conforme a tua palavra. E o anjo se ausentou dela. (...)