domingo, 8 de agosto de 2010

O preço.

Discipulado. Estava pensando sobre isso outro dia e fiquei de escrever.

Vou confessar que pra mim sempre foi muito desafiador achar que eu poderia e deveria discipular. Ter pessoas sob minha responsabilidade sempre foi difícil de admitir. Tudo porque pra mim discipular significava abrir mão de mim, do meu tempo, da minha vida para atender o outro.

Bom, acho que eu estava certa. O que mudou nessa história foi descobrir que o discípulo precisa também identificar seu discipulador. Jesus orou toda uma noite para descobrir quem seriam aqueles que se tornariam em seus 12. Mas a eles foi oferecida uma proposta: "Segue-me". E eles precisaram decidir se o fariam ou não. Deixaram rede e barco e o somatório das notas com a lista dos devedores, ou talvez só diminuíram o número de plantões que davam durante a semana para passar tempo com Jesus. Mas eles quiseram.

Os nossos discípulos vão querer passar tempo conosco. Eles verão que é importante ter momentos conosco. Você não os escolherá sozinho. É um encontro que Deus promove de ambos os lados. Eu pelo menos acredito nisso. Bom, os meus medos sobre cuidar de pessoas ainda não passaram, mas eu posso dizer que já provei como é bom instigar pessoas a pensarem além do que elas estão acostumadas, ou verificar que elas nos observam e se identificam com aquele tipo de viver.

Se nós estamos a serviço do Rei, é fato que vamos aborrecer a nós e até os que nos amam, vamos deixar de fazer ou ter coisas dessa terra. Mas vamos transportar isso para pessoas, e isso é bem mais importante. Baseando-me no que Jesus fez, discipular significa compartilhar autoridade - porque Ele deu autoridade aos discípulos para curar enfermos, expulsar demônios e ressuscitar mortos, compartilhar um dia a dia, sem pressão de ensinar alguma coisa, mas simplesmente estando perto, sabendo que isso já é uma ferramenta à disposição dEle, estar perto.

Por fim, Jesus disse que seus discípulos fariam coisas maiores que as que Ele fez. Eu acho de um tremendo senso de paridade de Jesus dizer que aqueles que Ele estaria tornando seus irmãos alguns momentos mais tarde fariam coisas maiores do que Ele, que nos devolveu um Reino e nos fez livres da morte e do pecado. Percebo que Jesus fez com os discípulos o que os pais fazem com os filhos: "eu compartilho o que eu tenho com você porque eu quero que você estenda o que eu sou, o que eu tenho; você conseguirá fazer isso."

Fazer discípulos é multiplicar de uma forma que não conseguiríamos fazer sozinhos. Jesus saiu dessa terra, mas sua forma de viver foi multiplicada e estendida para os mais diversos lugares, lugares onde talvez ele nem tivesse ido. Valores como relacionamento com o Pai, experiências com o Espírito Santo e manifestações do Reino de Deus continuaram acontecendo porque Ele já havia compartilhado daquilo com os que ficaram e continuaram vivendo. Antes dEle ascender aos céus, Ele diz que o Pai lhe deu toda autoridade, nesses mesmos céus e na terra, então naquele momento Ele realiza o envio de seus discípulos para que eles fizessem seus próprios discípulos.

Discipular vai requerer morrer e permitir que outros vivenciem o que vivemos, compartilhar a vida. Discipular não é ensinar princípios somente ou dar estudos bíblicos, mas tornar-se exemplo factível de como aplicá-los. É mostrar que doemos, que sentimos, que sofremos, mas mesmo assim, estamos aí, caminhando. É nos deixarmos revelar para os que nos seguem, e não maquiar as coisas. É chamarmos para orarem com a gente quando as coisas estiverem difíceis de engolir.

É, continuo no desafio de fazer discípulos. Não posso morrer sem eles.

"Não crês tu que eu estou no Pai, e que o Pai está em mim? As palavras que eu vos digo não as digo de mim mesmo, mas o Pai, que está em mim, é quem faz as obras.Crede-me que estou no Pai, e o Pai em mim; crede-me, ao menos, por causa das mesmas obras. Na verdade, na verdade vos digo que aquele que crê em mim também fará as obras que eu faço, e as fará maiores do que estas, porque eu vou para meu Pai.

E, chegando-se Jesus, falou-lhes, dizendo: É-me dado todo o poder no céu e na terra. Portanto, ide, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e o Espírito Santo; Ensinando-os a guardar todas as coisas que eu vos tenho mandado; e eis que estou convosco todos os dias até a consumação dos séculos. Amém."

João 14 e Mateus 28.

quinta-feira, 15 de julho de 2010

Uma nova mentalidade em um momento de transição.



Proposta Diretiva para a ECAP


Cremos claramente nisto, nesta mentalidade e neste momento. Não é uma questão de buscar coisas novas, mas provavelmente fazer as mesmas coisas com a mente renovada. Assim há muitos benefícios, pois a tendência é um ampliar daquilo que já está sendo feito, uma melhor eficácia, contribuindo em muito para o estabelecimento. Tudo porque a manutenção do que já está sendo feito traz mais clareza e domínio.


Não nos firmamos apenas no que já sabemos, mas, mediante o que já sabemos, estamos prosseguindo, assim como aconteceu com Elias e Eliseu. O funcionamento de Eliseu não foi diferente do de Elias, mas Eliseu trabalhou ampliando o que seu antecessor tinha feito. Percebemos, então, que isso foi uma manutenção do que já havia sido construído, mas Elias foi substituído porque sua mente não acompanhava mais o momento de transição que Israel estava vivendo. O sinal para isso foi que Deus mandou Elias ungir dois reis e um novo profeta, mas Elias não tinha mais uma mentalidade disposta para aquele momento, tanto que não o cumpriu.


Paulo deixa muito clara a necessidade dessa transição em Romanos 12, quando diz que a renovação da mente trabalha para a transformação, e isso nos leva a conhecer com precisão o que Deus está fazendo neste tempo vigente (v.2).


A melhoria do nosso funcionamento não pode ter por ideal obter resultados, porque os resultados já foram obtidos por Cristo. É uma questão de saber fazer uso deles, e os resultados dEle são: a nova criação, a redenção, a santificação, a renovação e o acesso ao Reino de Deus.


E assim definimos a proposta diretiva para esta escola: auxiliar a nossa geração no desenvolvimento e no aperfeiçoamento de uma mentalidade adequada para este momento de transição.


Equipe Ministerial


Nós, enquanto Igreja, não estamos tão acostumados com essa forma de expressão do Corpo de Cristo: um funcionamento como Igreja sem um foco congregacional e com objetivo de mobilizar grupos de pessoas em diversas regiões. Pessoas essas que querem fazer parte de uma atividade profética e apostólica, que é um trabalho estratégico dentro do plano da “restauração de todas as coisas” (At 3:21). Traduzindo estes termos: Nós não somos contra o convívio congregacional nem pregamos contra isso, estamos apenas nos posicionando dentro daquilo que fomos chamados para cumprir nesta geração. Sabemos que não é de costume no Brasil essa forma de movimentação ou serviço, mas estamos levando essa função com muita seriedade, entendendo que também faz parte do nosso papel abrir um caminho para este tipo de funcionamento. Gostaríamos de esclarecer e afirmar que isso não substitui o funcionamento congregacional nem diminui sua importância, é apenas um ampliar daquilo que já conhecemos sobre como ser Igreja, que é o Corpo de Cristo. Queremos afirmar que somos Igreja, mas não com o cunho congregacional. Somos uma equipe focada no aperfeiçoamento dos santos que trabalha na edificação deste mesmo Corpo do qual fazemos parte (Rm 16). Logo, esta é uma oportunidade para você conhecer esta equipe em atuação na escola, assim como ser aperfeiçoado em diferentes áreas de serviço do Corpo de Cristo (apóstolos, profetas, evangelistas, pastores e mestres – Efésios 4.11,12).


Em Romanos 16:1-15, Paulo especifica esses diferentes tipos de funcionamento: aqueles dos quais ele cita como cooperadores são os que fazem parte de sua própria equipe ministerial… Mando saudações a Priscila e ao seu marido Áquila, meus companheiros no serviço (cooperadores) de Cristo Jesus. (Rm 16:3). Outros ele cita como a Igreja que se reúne dentro de uma forma congregacional… Saudações também à igreja que se reúne na casa deles.(Rm 16:5).


É importante também você saber que o foco de todo assunto tratado na escola não está relacionado ao funcionamento congregacional, a dizer, na congregação, e sim para que você funcione a partir dela, por meio de mobilizações.




Horários:


Rio de Janeiro: todo primeiro final de semana nos próximos 4 meses
Cabo Frio: todo terceiro final de semana nos próximos 4 meses (excepcionalmente em agosto, será no quarto)


Sexta – 19:30h às 22h


Sábado – 14h às 16h + MANIFESTO (prático): 16:40h às 18:40h + 19h às 21h


Domingo – 10h às 12h



Investimento:


De R$25,00 a R$50,00 (o investimento fica a seu critério, dentro desses valores mínimo e máximo, tomando por premissa quanto a escola vale pra você).


A inscrição, assim como o investimento, será efetuada em cada mês, no primeiro dia da escola.




LOCAIS


Rio de Janeiro (RJ)


SEXTA E SÁBADO:

Rua das Safiras, 156 - Rocha Miranda.

(em frente à linha do trem)

DOMINGO:

Ministério Fluir

R. Dr. Luiz Bicalho, 561


Rocha Miranda – Rio de Janeiro



Cabo Frio


R. Expedicionários da Pátria, 341


São Cristóvão – Cabo Frio / RJ


Contato: 22 9922 9226 (Luciano Oliveira)


sábado, 3 de julho de 2010

Um dia você vai servir a alguém.



Você pode ser rei no país do futebol
Pode ser viciado em bingo e nunca ver a luz do sol
Você pode ser um mago, vender livros de montão
Pode ser uma socialite, enriquecer vendendo pão

Mas um dia vai servir a alguém
É, um dia vai servir a alguém
Seja ao diabo ou seja a Deus,
Um dia você vai servir a alguém

Pode ser incendiário e fazer um índio arder
Você pode ser o índio vendo a chama acender
Pode ser um bom ladrão, pode ser um mau juiz
Pode ter um passado limpo, pode ter uma cicatriz

Mas um dia vai servir a alguém
É, um dia vai servir a alguém
Seja ao diabo ou seja a Deus,
Um dia você vai servir a alguém

Você pode estar na mídia sem saber por que
Você pode ser dono de uma rede de TV
Você pode dar o fora tendo tudo pra ficar
Adotar um nome diferente, você pode mesmo se isolar

Mas um dia vai servir a alguém
É, um dia vai servir a alguém
Seja ao diabo ou seja a Deus,
Um dia você vai servir a alguém

Você pode trabalhar na construção civil
Pode estar desempregado com a vida por um fio
Você pode ter poder, fazer coisas que ninguém fizer
E pode ter mulheres numa jaula, pode ter as drogas que quiser

Mas um dia vai servir a alguém
É, um dia vai servir a alguém
Seja ao diabo ou seja a Deus,
Um dia você vai servir a alguém

Você pode desejar a cura com Lacan
Você pode procurar os serviços de um xamã
Você pode ser um pregador, chutar os santos do altar
Você pode ter um bom discurso, você pode nem saber falar

Mas um dia vai servir a alguém
É, um dia vai servir a alguém
Seja ao diabo ou seja a Deus,
Um dia você vai servir a alguém

E você pode ser demente, pode ser doutor
Você pode ser sincero, pode ter rancor
Você pode ser um crente, você pode ser ateu
Pode ser um leitor vaidoso ou uma miss que nunca leu

Mas um dia vai servir a alguém
É, um dia vai servir a alguém
Seja ao diabo ou seja a Deus,
Um dia você vai servir a alguém

Você pode ser turco e pode ser nissei
Pode estar ali na esquina, estar onde jamais pensei
Você pode me adular, você pode me esquecer
Você pode estar me ouvindo agora, e você pode mesmo nem saber

Mas um dia vai servir a alguém
É, um dia vai servir a alguém
Seja ao diabo ou seja a Deus,
Um dia você vai servir a alguém.

Servir a alguém.

(Vitor Ramil, Lenine)

segunda-feira, 14 de junho de 2010

Existe muito mais.


Estou aqui vendo alguns videos de momentos que a Igreja viveu no início desta década, em especial alguns momentos em que o Cirilo ministrou em um congresso que fui. É muito forte me lembrar de algumas coisas que vivenciei, e como ao ver de novo, tudo parece voltar vivo. Voltar. O reconhecimento da presença dEle, a rendição, as manifestações do Espírito...

Temos aprendido algumas coisas sobre esse tempo que estamos percebendo: de que ele não será um tempo de sustento fácil, mas um tempo de se buscar esse sustento, ter que correr atrás. Como o maná do povo que havia cessado e agora era necessário semear na terra se quisessem comer... Mas também de que alguns acontecimentos se repetirão como no início desta década. Temos ouvido palavras sobre 2010 estar sobre 2000, uma repetição de algumas situações. E as coisas que eu vejo nesse momento aconteceram em 2002, eu tinha 16 anos. Nessa hora, ao ver esses vídeos, eu lembro desta palavra.

Nesta última semana, andei questionando também a validade do meu louvor, do que ofereço a Ele, ao Deus que eu digo servir. E percebo que muitas vezes Ele esteve longe de mim enquanto eu entregava minhas canções ou minhas orações, até. Porque eu estava longe dEle. Parecia que eu estava louvando o ar, o vento. Porque eu não estava naquilo de todo o meu coração. Então provavelmente Ele não me aceitou nesses dias... Tudo que me restou na conclusão foi um sentimento de abandonar tudo o que não fosse Ele e a Sua presença. Uma energia em buscar esses tempos de encontro e ter a certeza de que a partir disso está acontecendo algo constante entre nós dois, Ele e eu.

Tudo o que venho pensando é que é necessário este tempo, de repetição de algumas coisas, pra todos nós. Para a Igreja. Lembrar que de 2000 pra cá aconteceram marcos para o cumprimento de alguns propósitos dEle, sim. E pra mim, uma necessidade muito forte de estar envolvida nisso até a cabeça. As coisas que vivemos desde então foram cruciais para onde fomos parar hoje. Não sei se seria correto falar sobre novos tempos de visitação. Mas acredito na necessidade de retomar um tipo de coração, crédulo, inocente, puro... Que para mim foi algo visível naqueles primeiros anos. Este coração o alcançava, o tocava. Instigava seu poder.

A questão é que EU POSSO alcançá-lo. EU POSSO encontrá-lo, EU POSSO senti-lo. EU POSSO ofertar algo. NÓS PODEMOS. Nós podemos acessá-lo. Não vai ser como 2000, vai ser diferente. Mas tudo pelo lugar onde Ele está! Não há mais tempo para o lugar comum. E isso poder nos levar a produzir frutos de arrependimento. Guiar-nos às boas obras para andarmos sobre elas.

A gente não pode mais se satisfazer/conformar com o Reino dEle distante de nós. Existe muito mais. Por isso tudo é que pedimos que o Reino dEle venha.

Então vi um novo céu e uma nova terra. Pois o primeiro céu e a primeira terra já se foram, e o mar já não existe. Vi a cidade santa, a nova Jerusalém, que descia do céu, da parte de Deus enfeitada como uma noiva preparada para seu noivo. E ouvi uma forte voz, que vinha do trono e dizia: O tabernáculo de Deus está entre os homens, pois habitará com eles. Eles serão o seu povo, e Deus mesmo estará com eles. Ele lhes enxugará dos olhos toda lágrima; e não haverá mais morte, nem pranto, nem lamento, nem dor, porque as primeiras coisas já passaram. O que estava assentado sobre o trono disse: Eu faço novas todas as coisas! E acrescentou: Escreve, pois estas palavras são fiéis e verdadeiras. Disse-me ainda: Está cumprido: Eu sou o Alfa e o Ômega, o princípio e o fim. A quem tiver sede, darei de beber de graça da fonte da água da vida. Aquele que vencer herdará essas coisas; e eu serei seu Deus, e ele será meu filho.

Apocalipse 21: 1-7


segunda-feira, 3 de maio de 2010

Quando o coração está no lugar certo.




Venho percebendo que quando o coração está no lugar certo, as coisas dão certo. Eu sei que nem sempre vamos ter o que queremos, o que desejamos. Mas eu acho interessante como as coisas mudam quando o seu coração está em viver/cumprir o que Deus está pensando. Quando você se empenha em desejar isso..

Neemias foi um cara que viveu uma realidade diferente. Estava na época do exílio, havia se inserido na Babilônia, tinha uma profissão de relevância e acredito até que ganhasse bem. Mas quando ele soube de Jerusalém, da cidade em ruínas, da história da sua vida e do Deus dEle... Ele chorou. Ele sentiu. Ele se envolveu.

O livro de Neemias é curto, só 13 capítulos ele tem... E até por causa da narração feita, parece que foi rápido como tudo foi reconstruído. Mas foi relativamente rápido, considerando a magnitude da obra... Tudo porque havia homens envolvidos com aquilo de coração. O que eles mais queriam era ver a cidade deles de novo. Eles trabalhavam dia e noite e se tivessem de carregar uma arma na outra mão, tudo bem. Prepararam logística, gestão de pessoas... Tudo porque havia um desejo no coração: reconstruir Jerusalém, que não era qualquer cidade, era a cidade de Deus. Houve impedimentos, houve ameaças... Houve confronto... Mas o que estava dentro deles era mais forte do que o que os atacavam por fora. Eu imagino que as coisas se encaixavam perfeitamente, tudo o que ocorreu nessa história. Uma história de contínua provisão.

Manter o coração no que Ele quer fazer é fundamental. Se vc quer dicas, aí estão: Ele se preocupa com pessoas, Ele se preocupa com a configuração da Terra, Ele se preocupa com o Universo, Ele se preocupa com a restauração da Igreja dEle.. Ele está ocupado com essas coisas, fazendo a parte dEle para que tudo saia como Ele planejou.

Entendo ainda mais que quanto mais ocupo meu coração nas coisas em que Ele está envolvido, mais fácil será fazê-las. Mais fácil será vivê-las. Mais fácil será querê-las. Porque na maioria das vezes, o resultado é quase que imediato. Um coração livre de exigências/carências pessoais, que se importa mais com Ele do que consigo mesmo, encanta esse Senhor. Ele é sempre generoso para compartilhar sua operação e suas maravilhas com um coração assim. Mais uma vez digo: Ele sempre está pronto para fazer; não é por causa dele que as coisas "demoram/atrasam". É por causa de nós e das nossas cismas, dos nossos medos.

Quando decidimos ser sinceros, independente do que falta ou do que nos atemoriza, para definir o que realmente queremos dessa vida, e se isso está alinhado com o que Ele pensa, o que Ele deseja, é certo que acontecerá. Se eu me deleito nEle, se meu prazer está diretamente relacionado à satisfação dEle comigo, com a minha vida... As coisas ficam mais fáceis. Eu quero servi-lo, porque eu me importo com o que Ele se importa. Gostaria muito de trocar o meu coração voltado para mim por um coração grande que não cabe mais em mim.

Se você quiser o que Ele quer, terá um ótimo aliado com você.


"Porque, quanto ao Senhor, seus olhos passam por toda a terra para mostrar-se forte para com aqueles cujo coração é totalmente dele;"

II Crônicas 16:9.

sábado, 3 de abril de 2010

Sexta, Sábado, Domingo.


Estava vendo "A Paixão de Cristo" do Mel Gibson na Record (é claro!) e pensei algumas coisas sobre aquele momento que Jesus viveu... Mas eu queria me restringir em apenas uma. Fiquei pensando em como as pessoas viam a Jesus. Ele curou, ressuscitou, liberou pessoas... Com os sinais e milagres, as pessoas geraram expectativas sobre Ele. Deu-se a entender que seria Ele o rei do jeito que eles queriam. Deu-se a entender que muitas coisas ruins iriam acabar. Deu-se a entender que Israel seria um povo "diferente". Mas na verdade todo mundo é que entendeu errado.

Eu fico pensando como seria pra mim viver naquele tempo, sendo uma discípula, acreditando no Filho de Deus que agia respaldado das Escrituras, totalmente de acordo com o que dizia a história do meu povo.. Um homem que não deixou de ser judeu - antes cumpriu a Lei e os profetas - mas falava de um novo tempo, um novo governo, e mostrava que era possível para qualquer pessoa - até a mais inescrupulosa - viver com Deus. Como seria esperar que Ele viesse instituir algo novo e concreto, diante dos olhos do império romano e daquele sujo do Herodes, maldito? E como seria, depois de vivermos tanta coisa junto, vê-lo morrendo de forma absolutamente humilhante e animalesca? Quase um holocausto de animal. FOI um holocausto de animal.

Acontece que os três dias definiram uma reviravolta imensa na história toda. Jesus foi um perdedor pra pessoas... Ele não fez o que elas esperavam dEle. Jesus deu esperança pras pessoas e elas tiveram que vê-Lo morrer. Os comentários inevitáveis... "Não foi dessa vez... Nos enganamos a respeito dEle", "Será que as profecias vão se cumprir algum dia?" ou "É, a gente sabia que isso ia acontecer, Ele avisou.. Mas e agora? O que vai ser da gente?"

Nem sempre a solução que Deus vai aplicar para o que precisa acontecer a nós e em nós vai ser a esperada ou a mais "glamurosa". Mas ela será a mais poderosa e eficaz. Ela vai durar e instituir novas sentenças a partir dela. Os discípulos seguiram em frente e nada morreu. O reino não morreu, o Espírito Santo veio de maneira poderosa, eles foram cheios de autoridade... Jesus era mais vivo do que nunca. Ele ressuscitou para isso.

Muito tempo depois, estamos aqui nós, fruto da constância de fé de muitos, constância que os levou à tortura, às perdas, ao choro, à morte, à glória. Estamos vivendo o desafio de viver um Jesus igual ao deles, amigo, próximo, poderoso, REAL.

Acho que eu preferiria viver do lado menos glamuroso da história. Os sacerdotes eram uns sujos. Havemos de convir que poderíamos ver uns iguais hoje, "zelando" pelas tradições. (Marcos 7:8-13) Tudo era uma questão de decisão, de que lado você vai optar.

O que eu acho interessante é que quando vemos tudo se acabar, as forças, a esperança, a alegria, talvez até mesmo a fé se esvaindo.. Ele vem com poder e grande glória. Tudo precisa ir embora, morrer. E Ele vem pra revelar algo mais forte, impactante. Jesus viveu um momento de grandíssimo valor.. E tudo que eu possa dizer aqui será um ensaio muito do miserável para descrever o que foi aquilo, que eu, confesso, nem sei direito. Esse princípio, do ir além, acredito, rege tudo o que Deus faz, porque isso faz parte do Seu jeito. Não podemos nos esquecer disso. Certas coisas precisam morrer para vivermos as que são eternas. Os discípulos precisaram ter a sensação de terem perdido tudo, inclusive o amigo que amaram, para terem a grata surpresa no domingo de que tudo aquilo ainda se tratava de algo muito maior do que já havia sido dito e sentirem dentro deles uma nova vida, uma nova esperança e perspectiva.

Mais uma vez todo olho verá.

Eu te louvo, Pai, pelo Teu amor. Te louvo por ter um plano infalível e tão poderoso. Te louvo porque nada escapa do que o Senhor projetou. Obrigada por superar nossas expectativas. Obrigada por fazer sempre além e nos deixar simplesmente impactados e sem reação quando percebemos o que o Senhor decidiu fazer no lugar da solução que nós tínhamos para essa ou aquela situação. Eu admiro Sua inteligência e Seu domínio. Ninguém consegue alcançá-lo. Quem poderá entendê-lo? Quem poderá acompanhar Seu raciocínio? Quem poderá encontrar Seu coração? Obrigada Jesus, por ser tão lindo. Por se deixar ensinar através das muitas aflições e das noites de vigília. Obrigada por amar as pessoas, por nos amar. Por dividir com a gente seu direito de Filho. Obrigada por tão grande generosidade.. Obrigada pelo seu amor. Obrigada, Espírito, por nos ensinar. Obrigada por nos conectar ao Pai e ao Filho. Obrigada pelo Seu toque, pelo seu trabalho... Obrigada Deus, por nunca nos deixar sozinhos. O Senhor se deixou sozinho para poder nos ter novamente Contigo. Que a nossa companhia honre a Sua presença de uma vez por todas. Te amamos muito.

quarta-feira, 10 de março de 2010

A fidelidade dEle.


A fidelidade dEle vem independente do que procuramos.
A fidelidade dEle é com o que Ele disse. É consigo mesmo.
E por causa disso a fidelidade dEle é sobre a gente.
Para abençoar ou para disciplinar.
Ele edifica ou consome.
Planta ou arranca.
Tudo por meio da fidelidade dEle.

A fidelidade dEle não depende das nossas decisões.
Ela se manifesta mesmo quando não optamos por ela.
A fidelidade dEle tem a ver com o tempo que Ele estipulou e com o que Ele avisou.
Ele abre caminhos para vermos que a fidelidade dEle vem vindo. Doa ou nos dê prazer.

Ele é absoluto em tudo. Pareça bom ou ruim pra você, vai acontecer.
Ele é soberano e sabe o que faz quando decide fazer tudo pra todos.
O sol nasce sobre justos e injustos. A chuva cai também. Os terremotos acontecem.
Tudo sobre todos. E a fidelidade dEle também acontece aí.
A fidelidade dEle acontece mesmo quando as coisas não parecem boas.

Deus é Fiel quando os santos morrem.
Deus é Fiel quando acaba a grana.
Deus é Fiel quando não temos o que queremos.
Deus é Fiel quando os bons vão embora.
Deus é Fiel quando não podemos.
Deus é Fiel.

Deus não é Fiel porque somos correspondidos.
Deus não é Fiel porque conseguimos nossos objetivos.
Deus é Fiel porque Ele é. Ele é assim, desse jeito.
Ele opera o querer e o efetuar, isso é certo.
Mas a fidelidade dEle vai além disso.

A fidelidade dEle está cumprindo todos os propósitos.
A fidelidade dEle percorre toda a história.
A fidelidade dEle se mostra cada vez mais para os que Lhe são fiéis.

Deus é Fiel e o amor dEle não falta.
Deus é Fiel e a misericórdia sempre está lá, nos dando um novo voto de confiança.
Deus é Fiel e as mudanças acontecem.

Ele não deixa de ser quem é porque alguém não acredita nEle.
Ele se mantém o mesmo. Íntegro. Intacto. Invicto.

Ele faz o que planeja, o que disse. O que promete...
Planeja bem, sabe o que diz e lembra do que prometeu.

Tendo isso em vista...
Deus é Fiel. Eu quero ser também.